Um amplo estudo global divulgado pela Logitech G revela uma mudança profunda na percepção cultural sobre o mercado de jogos competitivos. De acordo com os dados, as carreiras no cenário de gaming profissional ganharam status de legitimidade, chegando a superar profissões tradicionais em termos de aspiração entre os jovens.
No Brasil, os resultados mostram uma aceitação ainda mais expressiva do que a média global, com forte apelo para a inclusão dos esportes eletrônicos em grandes eventos esportivos tradicionais.
Jogos Olímpicos
O levantamento aponta que 59,27% dos entrevistados brasileiros defendem que os e-sports deveriam integrar o programa oficial dos Jogos Olímpicos ao lado de modalidades tradicionais. O desejo por formalização é alto: 82,73% dos respondentes no país concordam que deveriam existir caminhos mais estruturados e formais para quem deseja seguir carreira profissional na área.
Essa evolução na percepção pública ocorreu de forma acelerada na última década. Para 60,87% dos brasileiros, a trajetória de jogador profissional é vista com muito mais admiração hoje do que há dez anos. Esse reconhecimento atravessa gerações, encontrando eco entre Millennials (66,67%), Geração X (57,30%) e Baby Boomers (58,20%).
Alta competitividade
A pesquisa, que ouviu 18 mil pessoas em 12 países, traz dados consolidados sobre o comportamento da Geração Z e dos Millennials:
51% dos entrevistados globais enxergam os e-sports como uma carreira profissional legítima.
Esse número sobe para 67% entre a Geração Z e 60% entre os Millennials.
37% do público global apoia os e-sports nas Olimpíadas, índice que chega a 49% na Geração Z.
Apesar dos indicadores positivos, o ecossistema ainda enfrenta resistência no ambiente familiar. Enquanto 19,60% dos entrevistados incentivariam seus filhos a seguir carreira na saúde, apenas 4,60% fariam o mesmo em relação aos games. O estudo aponta que 44,73% enxergam a falta de apoio social e familiar como o principal obstáculo para novos talentos.
Fatores como instabilidade financeira, alta competitividade e a ausência de centros de treinamento formais também foram listados como entraves. Globalmente, 46% dos respondentes ainda encaram a atividade apenas como um hobby.
Formação
Para impulsionar a maturidade do setor no Brasil, os entrevistados apontam caminhos claros. Cerca de 61,67% defendem que as escolas deveriam incluir aulas de e-sports na grade curricular, de forma semelhante à educação física tradicional. Além disso, os participantes listaram fatores essenciais para que o mercado seja levado mais a sério:
Inclusão em grandes eventos esportivos mundiais (54,33%).
Criação de mais centros profissionais de treinamento (42,93%).
Maior regulamentação e governança do setor (42,20%).
Diretrizes educacionais claras para a área (36,13%).
O público também demonstra entender o nível de exigência da profissão. Entre as habilidades mais reconhecidas para um atleta de elite estão o tempo de reação rápido (44,53%), a resiliência mental (43,67%) e a capacidade de comunicação e trabalho em equipe (41,47%).
Metodologia
A pesquisa foi realizada pela consultoria Censuswide a pedido da Logitech G entre os dias 20 e 29 de janeiro de 2026. Foram entrevistados 1,5 mil adultos por mercado, totalizando 18 mil respondentes espalhados por Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Polônia, Suíça, Suécia, Coreia do Sul, China e Austrália.
Foto: divulgação.















































